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	<title>OIKOS JÁ! &#187; Protocolo Kyoto</title>
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		<title>A COP-15 pelos olhos de quem esteve lá</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 18:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Protocolo Kyoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante aula aberta na Casa do Saber, Rio de Janeiro, André Trigueiro, Sérgio Besserman e Sérgio Abranches discutem os resultados da COP-15, realizada na Dinamarca, em dezembro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2731/4346825728_76d3910c5e.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Por Felipe Lobo</p>
<p>Àquela altura, a recepção da Casa do Saber – centro de cultura e debates na Lagoa, bairro nobre do Rio de Janeiro – já estava lotada. O evento principal da noite só começaria dentro de trinta minutos, mas a fila, composta por pessoas de todas as idades ainda vestidas com roupas de trabalho, rapidamente chegou à calçada da rua. O papel vermelho nas mãos era a senha de entrada para uma aula aberta sobre a COP-15, reunião climática organizada pelas Nações Unidas em Dezembro, na Dinamarca, e que terminou como um retumbante fracasso ao sequer definir um acordo político apoiado em unanimidade pela plenária.</p>
<p>O encontro, transmitido ao vivo nesta terça-feira no site da Globo News, começou pontualmente às 20hs com três dos mais importantes especialistas brasileiros no tema e debatedores da emissora: o jornalista André Trigueiro, que atuou como mediador, o economista Sérgio Besserman e o cientista político Sérgio Abranches. Presentes à gelada Copenhague, não são poucas as histórias que eles têm a contar daquela que, nos meses anteriores, era considerada a reunião climática mais importante da história.</p>
<p>“Tudo começou a dar errado com os organizadores. Não adiantou ser na Europa, em um país de boa imagem. Cabiam 15 mil pessoas dentro do Bella Center, e 27 mil pessoas foram credenciadas. As organizações sem fins lucrativos sofreram”, disse Trigueiro, na abertura. Ao longo da noite, o público pôde ouvir diferentes casos sobre as intermináveis filas que negociadores, jornalistas, cientistas e membros da sociedade civil tinham que enfrentar diariamente para conseguir a credencial de acesso ao centro de convenções. As horas de espera, para completar, eram acompanhadas por um detalhe sórdido: um frio lancinante de 0ºC, com sensação térmica ainda menor.</p>
<p>O ponto mais destacado da noite, no entanto, diz respeito ao fato de que a pauta climática não é um assunto ambiental, mas sim político e financeiro. E, por isso, sua resolução é tão complicada, como explicou Abranches. “Há uma distância gigante, na política, entre o ‘não’ e o ‘sim’. Os Estados Unidos, agora, já dizem sim para o combate às mudanças climáticas. Lula também. São boas notícias”.</p>
<p>Apesar disso, infelizmente, não há tantos motivos para sorrir, ao menos no curto prazo. Embora a máquina em direção a um mundo de baixo carbono esteja girando, ela ainda é muito lenta se comparada ao avanço do aquecimento global. “O clima nos ignora solenemente, e as consequências, como eventos climáticos extremos, serão cada vez intensas e frequentes”, disse Besserman. “Às vezes, conseguimos o que queremos, mas não da forma que queremos e no tempo que queremos. Nas Diretas Já, pedíamos o direito de escolher nossos governantes. A eleição foi indireta, mas Tancredo Neves venceu e ganhamos dois futuros presidentes da República: Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva”, completou seu companheiro de mesa.</p>
<p>O que existe, no entanto, é uma expectativa esfuziante em relação ao movimento social, que se uniu no último ano na cobrança de posturas sérias e arrojadas dos governantes. Apenas no dia 15 de outubro, por exemplo, cerca de 13 mil blogs (o Oikos Já! entre eles), em 156 países, publicaram posts sobre mudanças climáticas. O movimento, chamado de Action Day, alcançou a incrível marca de 18 milhões de leitores ao redor do planeta. Portanto, apesar dos péssimos resultados em Copenhague, a união que se formou em torno do tema foi muito positiva. “Agora, os políticos sabem disso e começarão a ser cobrados. Assim como as metas voluntárias estabelecidas por Estados Unidos, Brasil, China e outros países na COP”, avaliou Besserman, do BNDES.</p>
<p><strong>A culpa é do Obama</strong></p>
<p>O papo corria descontraído e, ao mesmo tempo, muito informativo, quando André Trigueiro quis saber o que os debatedores pensavam a respeito da posição chinesa durante a conferência. Para Abranches, a China teve culpa no fracasso de um acordo, sim. Mas não tanto quanto Obama. Por três motivos: ele levantou as expectativas dos quatro ventos desde a sua campanha eleitoral, quando afirmou que era hora de os Estados Unidos tomarem medidas energéticas na política do clima; manteve uma postura muito arrogante, quando, por exemplo, disse a Lula que falar com a secretária de Estado, Hillary Clinton, era o mesmo que conversar com ele; e não foi à COP-15 para negociar, mas persuadir.</p>
<p>No fim das contas, esperava-se que Obama tivesse uma carta na manga para resolver o impasse, mesmo ainda sem a aprovação da Lei do Clima no senado norte-americano. Afinal, a promessa de reduzir 17% das emissões até 2020, com base em 2005, é irrisória – menor, inclusive, do que os já diminutos números do Protocolo de Quioto, que tem 1990 como ano de referência. A torcida era, por exemplo, para que o presidente prometesse mais dinheiro para o fundo de adaptação ou metas robustas. Porém, todos sabem o que, de fato, aconteceu: ele, assim como Lula e outros Chefes-de-Estado, deixou os corredores do Bella Center à francesa rumo ao seu avião oficial.</p>
<p>Mas a postura do país asiático também mereceu destaque na aula. É muito provável, por exemplo, que os chineses estejam tentando adiar as negociações o máximo possível, enquanto, internamente, fortalecem o desenvolvimento de energia eólica, assim como de tecnologia para vender a outras nações. Sozinhos, entretanto, não conseguiriam brecar alvos e números acertados entre todos os presentes.</p>
<p>Trigueiro, Abranches e Besserman deixaram Copenhague, fria como sempre, a tempo de passarem as festas de fim de ano com suas famílias. Mas até o Rio de Janeiro, quente como nunca, ganhou o seu lugar durante as duas horas de bate-papo. Afinal, o calor diário acima de 40ºC pode ser costume no verão, mas sempre acompanhado da chuva no fim de tarde para aliviar os ânimos. Ninguém assegura que a culpa é do aquecimento global. Mas que, sem ele, a intensidade seria menor, e o espaço de tempo entre os fenômenos, maior, não há dúvida.</p>
<p>Diferente de São Paulo, aqui não caía uma gota d’água havia semanas. Já passava das 22hs quando todos começaram a deixar a Casa do Saber, muito satisfeitos. Antes, porém, São Pedro deve ter ouvido os pedidos no auditório e preparou uma surpresa: chovia no Rio de Janeiro. E muito. Hoje, quarta-feira, a vida voltou ao normal. O céu está azul de novo, sem uma nuvem sequer para contar a história.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://farm3.static.flickr.com/2778/4346824012_3b0247dee8.jpg" alt="" width="354" height="240" /></p>
<p><strong>Créditos das fotos (em ordem):</strong></p>
<p><strong>Patrícia Sierra</strong></p>
<p><strong>José Lobo</strong></p>
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		<title>Protocolo de Kyoto: O Retorno</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 00:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovana Chichito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolo Kyoto]]></category>

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		<description><![CDATA[As primeiras conversas formais sobre a redação do tratado que substituirá o Protocolo de Kyoto começam nesta semana, na Tailândia. O longo processo de elaboração do documento sobre mudanças climáticas deve ir até o final de 2009.
A reunião de Bangcoc pretende, principalmente, fixar um cronograma para futuras rodadas de negociações que culminem em Copenhague em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As primeiras conversas formais sobre a redação do tratado que substituirá o Protocolo de Kyoto começam nesta semana, na Tailândia. O longo processo de elaboração do documento sobre mudanças climáticas deve ir até o final de 2009.</p>
<p>A reunião de Bangcoc pretende, principalmente, fixar um cronograma para futuras rodadas de negociações que culminem em Copenhague em 2009, na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.</p>
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