Clique brasileiro para a Dinamarca
Mais três fotografias da série “Breves inserções diárias na urbanosfera caótica”, gentilmente cedidas pela IZ Fotos. Todos de olho na COP15.
Veja mais em: http://www.flickr.com/photos/izfotos



Mais três fotografias da série “Breves inserções diárias na urbanosfera caótica”, gentilmente cedidas pela IZ Fotos. Todos de olho na COP15.
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Depois da visão micro, o Oikos Já! encerra esta edição com as belas e impactantes paisagens do Parque Nacional de Itatiaia. Pelas imagens, elas são lindas. Ao vivo, são melhores ainda. Não perca tempo. Junte um grupo de amigos e vá até lá. A chance de qualquer arrependimento fica abaixo de zero. Até a próxima!
Este é Itatiaia
Fotos gentilmente cedidas por Patrícia Sierra.
Visite seu flickr: www.flickr.com/photos/24412331@N04/






Foto e texto: Giovana Chichito
Uma caminhada sem compromisso pelo Central Park, célebre parque urbano localizado no coracão de Nova York. Mais adiante, uma cena curiosa: um simpático esquilinho, de cabeca para baixo, saboreia o seu precioso jantar agarrado a um tronco de árvore, alheio às câmeras fotográficas e ao vaivém de pessoas ao seu redor. Preserve o seu habitat, ele pertence a todos!

Pois é, aqui estou eu novamente…
Não que os meninos deste jornal tenham conseguido algum patrocínio para pagar a soma que mereço. Muito pelo contrário, não me oferecem sequer uma moeda de alto valor. Mas, como tenho contas a pagar com aquele Senhor lá de cima, achei que seria boa oportunidade para fazer uma ótima ação e, quem sabe, galgar degraus em direção ao Paraíso.
Aliás, paraíso é a palavra mais usada quando a “galera“ do surf quer se referir a alguma praia “maneira” ou a um mar de ondas “sinistras”. Eu, particularmente, tenho que confessar que o paraíso é a minha casa.
Voltando ao início, não dos tempos, mas do texto, me encomendaram algo relacionado ao surf. Embora seja uma mulher totalmente voltada para a natureza, que se preocupa não só com o meio ambiente, mas também com o início e o fim dele, devo confessar que, enquanto uma eco-pessoa, nunca dei atenção especial a este belo e perigoso esporte praticado nas ondas do mar – o Surf.
Não posso deixar de comentar – só porque sou uma pessoa muitíssimo sincera e gosto de tudo muito às claras – que nunca deixei de reparar, porém, na beleza daqueles que o praticam. Reparo porque amo tudo que é Belo (favor não confundir com aquele Belo). A natureza é bela, o ambiente como um todo é belo; a fauna, a flora, os seres vivos são belos! Al Gore e a garotada do Surf também!
O que poderia escrever sobre um esporte que não conheço? Um esporte que apenas contemplo? Fui obrigada, às minhas próprias custas, diga-se de passagem, a me matricular numa aula de surf. Queria estabelecer maior intimidade com o esporte e suas particularidades. Tenho que confessar que fiquei muito impressionada com a quantidade de cursos oferecidos, inclusive aqueles online!
Curso de surf online?! Você, caro leitor (acho que os pais desses meninos devem acessar o site, não?), poderá me perguntar. E eu responderei:
- Sim, aulas de surf online! Sempre pensei que para subir em uma prancha fossem necessários uma praia, um mar e, principalmente, uma onda! Não uma onda de cabelo, ou de boatos, e sim “movimentos ocorridos na superfície das águas oceânicas, provocadas pelo vento ou pelos abalos sísmicos ocorridos no fundo do mar, vulgarmente chamados de onda”!
Mas era tudo verdade. Cursos de surf online existem. Me senti estranhíssima, como num filme catástrofe de Hollywood onde nós, seres humanos sobreviventes do grande “rasgo” na camada de ozônio, estaríamos condenados a viver trancafiados em câmeras frigoríficas – pois o mundo lá fora havia se transformado numa imensa churrasqueira. O menor contato com o ar derreteria a pessoa em fração de segundos. Não haveria mais flora, fauna, mãe natureza e, para minha profunda tristeza, não haveria mais Al Gore. O mar teria se transformado em lava e só o que nos lembraria do mundo de outrora seria o mundo virtual. Portanto nada mais natural do que aprender surf através da grande rede!
Embora soubesse que não era bem esse o caso, me rendi ao argumento de que o “primeiro módulo de aulas” era teórico e, portanto, não precisaria das ondas propriamente ditas. Aprendi coisas que jamais imaginei, como os tipos de ondas e fundos de mar existentes. Sempre pensei que uma onda fosse apenas uma onda (no máximo onda grande e onda pequena) e que o fundo do mar fosse apenas o fundo do mar.
Mas é tudo mentira! Existe a onda oscilatória, a onda transladativa, a onda tsunami e há ainda os subtipos, de acordo com velocidade, comprimento e outros quesitos mais. Já em relação ao fundo de mar, temos o reef break (fundo de coral) e o point break (fundo de pedra). E eu que sempre pensei que o único fundo de mar que existia era o beach break ,ou seja, o fundo de areia mesmo…
Brô, aprendi várias paradas maneiras nas aulas online de surf. Estou até me relacionando, pela internet, com um big rider que me chamou para dar uma descabelada num secret point. Vai ser do surf !
Começo minhas aulas práticas esta semana e, na próxima, conto tudo.
Mahalo e até lá!
Legenda
Brô: termo que um surfista usa para falar com outro surfista.
Big Rider: surfista que gosta de surfar em ondas grandes.
Descabelar: namorar
Secret point: lugar pouco conhecido
Do surf: muito maneiro
Mahalo: Obrigada!
Tiza Lobo é escritora e produtora de cinema e teatro. Foi roteirista dos programas “Você Decide”, “Brava Gente”, “Sob Nova Direção” e “A Turma do Didi”, todos da Rede Globo. É co-autora, com Heloísa Perissé, dos livros “O Diário de Tati” e “Mãe, Você Não Está Entendendo” e autora de “Odeio Natal” e “Blog Sob Nova Direção”.

Créditos: Carlos Valério Jr.